czarina

quarta-feira, dezembro 31, 2008

como até o mestre dizia, "por vezes um charuto é mesmo só um charuto"

Mitos da ciência sobre as quadras festivas e o Inverno
Uma ressaca é uma ressaca, e não há nada a fazer 
26.12.2008 - 12h09 António Granado
A nossa vida quotidiana está cheia de mitos, que é preciso desfazer com provas científicas. Com este propósito, dois cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Indianápolis, nos Estados Unidos, deitaram mãos à obra e procuraram, em centenas de revistas científicas do mundo inteiro, artigos sobre seis dos mais comuns mitos sobre as quadras festivas e o Inverno.

A ideia era perceber se alguns destes estudos negavam ou confirmavam esses mitos, para que pudéssemos todos passar um Natal mais descansado. Podemos comer a consoada em paz ou é mesmo verdade que comer à noite engorda mais? E quanto ao fim de ano, há alguma receita para curar a ressaca? Se uma das nossas crianças comer a estrela-de-Natal pode morrer?

As conclusões do trabalho, que foi convenientemente guardado para o número especial de Natal do British Medical Journal, são claras: os mitos não passam disso mesmo e, cada vez que são colocados sobre o olhar racional da ciência, não passam no teste. Por isso, da próxima vez que lhe disserem que não usar gorro na neve pode matá-lo de frio não acredite. E esqueça as bananas. 

Mito 1 - O açúcar torna as crianças hiperactivas?

Para desfazer este mito, Rachel Vreeman e Aaron Carroll consultaram 12 estudos, que verificavam a reacção das crianças a dietas com diferentes níveis de açúcar. Como escrevem no artigo do BMJ, "nenhum destes estudos, nem mesmo aqueles que estudaram especificamente crianças com deficiências de atenção/hiperactividade, detectaram quaisquer diferenças entre as crianças que tomaram açúcar e as que não tomaram". Os estudos com crianças "sensíveis" ao açúcar revelaram os mesmos resultados: não há alterações de comportamento entre aqueles que comem muito açúcar e os que não comem nenhum.

Já quanto aos pais destas crianças, que alguns estudos também analisaram, aí os investigadores encontraram diferenças claras: quando se dizia aos pais que as crianças tinham bebido um qualquer líquido com açúcar (mesmo que isso não tivesse acontecido), os progenitores conseguiam ver um claro aumento de hiperactividade nas crianças. "As diferenças no comportamento das crianças estavam todas na cabeça dos pais", escrevem os cientistas.

Mito 2 - Há mais suicídios nas quadras festivas?

Diz o senso comum que é na época de Natal que as pessoas que não têm família mais se sentem sozinhas e que os longos meses de Inverno podem ajudar na depressão. No entanto, os estudos científicos publicados até ao momento não parecem indicar qualquer aumento de suicídio durante as quadras festivas. Nos Estados Unidos, um estudo de suicídios ao longo de 35 anos não revelou qualquer aumento da tendência antes, durante ou depois das festividades. Dados da Irlanda, entre 1990 e 1998, também não mostram aumento de suicídios nestas alturas. Quanto ao Inverno, a estação que muitos apontam como a mais deprimente, o mito não podia ser mais mito: em todo o mundo, os suicídios aumentam nos meses mais quentes e são menores nos meses mais frios. "É claro que estas provas não sugerem que os suicídios não acontecem nas quadras festivas. A evidência apenas não apoia a ideia de que esse período é uma altura de risco acrescido", escrevem os investigadores.

Mito 3 - As Estrelas-de-Natal são tóxicas?

Não se sabe porquê, mas há muita gente que acredita que as "estrelas-de-Natal", aquelas plantas com folhas verdes, vermelhas e (algumas vezes) brancas, são tóxicas. Os investigadores que realizaram este artigo para o British Medical Journal não descobriram qualquer evidência de que este mito seja verdadeiro. Numa análise dos 849.575 casos de exposição a plantas, disponíveis nos American Association of Poison Control Centres, apenas 22.793 envolveram as estrelas-de-Natal e, em nenhum deles, houve qualquer intoxicação. Mesmo nas 92 ocasiões em que as crianças analisadas consumiram uma quantidade assinalável de plantas. Escrevem os investigadores da Faculdade de Medicina de Indianápolis que "os toxicologistas concluíram que a exposição e a ingestão de estrelas-de-Natal podem ser tratadas sem recurso a instalações de saúde".



Mito 4 - Quem não cobre a cabeça perde muito calor?

Um antigo manual do Exército Americano - que diz que "40 a 45 por cento" do calor corporal sai através da cabeça - é talvez a origem deste mito sem qualquer fundamento científico. Por causa dele, as pessoas têm a ideia que, nos meses de muito frio, devemos cobrir a cabeça, sob a pena de ficarmos congelados muito rapidamente. "Se isto fosse verdade, os humanos teriam tanto frio [sem gorro] como se estivessem sem calças", dizem Rachel Vreeman e Aaron Carroll. Segundo a pesquisa efectuada por estes dois investigadores, não há quaisquer estudos que provem que o calor corporal se perde mais facilmente através da cabeça, antes pelo contrário: "Qualquer parte do corpo perderá calor e reduzirá a temperatura do corpo proporcionalmente". Ou seja, quanto mais estiver destapado mais calor se perderá e isso não tem necessariamente a ver com o facto de se ter um gorro...

Mito 5 - Comer à noite faz-nos gordos?

Pode a consoada ajudar para um aumento de peso considerável? Sim, dizem os cientistas, mas não necessariamente pelo facto de a refeição ser à noite. "As pessoas ganham peso porque consomem mais calorias do que as que queimam", escrevem os investigadores, a propósito de um estudo de 83 mulheres obesas e 94 não-obesas na Suécia. Neste estudo, as mulheres obesas tendiam a concentrar as suas refeições na tarde e à noite. Um outro estudo com homens suecos não mostrou quaisquer relações entre aumento de peso e refeições nocturnas. Os investigadores encontraram ainda outros estudos com importância para este mito: o primeiro, que envolveu 2500 pessoas, conclui que comer mais do que três vezes ao dia está relacionado com a obesidade; o segundo sugere que não comer ao pequeno-almoço pode ajudar a ganhar peso, uma vez que a ingestão de calorias não é tão distribuída ao longo do dia. "Por outras palavras", dizem os investigadores, "quando se comem três refeições, é menos provável comer em demasia em qualquer uma delas."

Mito 6 - Pode curar-se uma ressaca?

A Internet está cheia de sugestões para tratar a ressaca - aspirina, bananas, água, sumo de tomate, cerveja, limão, café, chocolate e muitas mais -, mas nenhuma delas tem qualquer fundamento científico, segundo concluem os investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Indianápolis. Dos estudos encontrados pelos cientistas, nenhum parece ter qualquer solução milagrosa para acabar com uma ressaca: nem cardo, nem cactos, nem flores silvestres, nem fructose, nem glucose. De todos os produtos testados cientificamente, nenhum mostrou quaisquer capacidades para aliviar uma ressaca. "Uma ressaca é causada pelo excesso de consumo de álcool", dizem os cientistas. "Por isso, a maneira mais eficaz de evitar uma ressaca é consumir álcool com moderação ou nem sequer o consumir."

(notícia No "Público")

sexta-feira, dezembro 26, 2008

just for you, my little white pippa!!!!



(Natasha Bedingfield, Pocket Full of Sunshine)

domingo, dezembro 21, 2008

gotan project

La revancha del tango




queremos paz



Campo Pequeno, ontem, fantástico (apesar da acústica)!!!!!!

florzinha

Aqui vai uma florzinha a voar. Vai lenta e suavemente, tão leve quanto uma pena, desprendida do caule, que dele se desfez para poder acompanhar o vento, a brisa, seguir a luz do sol.

Sobrevoa agora outras flores, de outras cores, suas iguais e ao mesmo tempo distintas.

Olha-as agora daquele poiso que não poiso.

Vê que o pode fazer, sem esforço, sem tensão, deixa-se ir pelas redondezas, troca as pétalas entre si que as deixam de forma diferente e nunca antes vista.

Não sabe se volta, desfruta o momento. Sente companhia nas redondezas mas não a vê. Serão outras flores? Pequenos insectos? Poeiras?

Não sabe, mas neste lugar todos voam sozinhos, não se vêem, sentem-se.

 

quarta-feira, novembro 12, 2008

caminhando se faz o caminho

Da eterna complexidade das coisas

A cabeça dirige-se para onde quer

Não vemos as coisas como são, mas sim como somos

Não é bom nem mau, apenas é

 

Da eterna simplicidade das coisas,

O corpo desdobra-se em mil pedaços,

Separados e unidos ao mesmo tempo

Que se expandem, curiosamente,

No sentido do self


Cheguei a casa, cansada 

Queria dormir

Fui trabalhar, 

Queria comer 

Fui fazer o jantar, 

Queria descansar 

Deixei-me estar 

E vim aqui parar. 

É. 


peter murphy, keep me from harm

Health is all I'm asking for
Love is all I need
Hope is what I'm asking for
Lay me down to sleep
It was then that I lost you
Was dragged there too
Under a sea of mystery
Died there along with you
Love me hold me keep me from harm
Love me hold me keep me from harm
Guess you found your own root
Dug into that fast heart
Flew without wing or pinion
Now you orbit the stars
Now haunted and weary
Your vision creeps
I need a clear water
I need a release
Love me hold me keep me from harm 
Love me hold me keep me from harm






sexta-feira, outubro 24, 2008

sexta-feira, outubro 17, 2008

novidades

queriam novidades, ahhh???!!!!!
pois é, meus lindos, agora ná pá de novidades... nem tempo!

beijos doces!!!

sábado, outubro 04, 2008

david bowie & gail anne dorsey

simplesmente brutal

domingo, setembro 28, 2008

silêncio

ninguém me disse que silêncio era isto ou aquilo, mau ou bom. 
já ouvi dizer coisas-feitas do silêncio, sim... até as tentei pseudo-transformar na minha vida, como se fosse eu
mas não
silêncio era hora da morte
era mau sinal 
era ameaça 
era o limbo constante antecipando ameaça. 

hoje não.
silêncio sagrado, de palavras ocas, feias e mesquinhas libertado. 

segunda-feira, setembro 15, 2008

summertime d'ella

Summertime and the livin’ is easy
Fish are jumpin’ and the cotton is high
Oh your daddy’s rich and your ma is good lookin’
So hush little baby, don’t you cry
One of these mornings
You’re goin’ to rise up singing
Then you’ll spread your wings
And you’ll take the sky
But till that morning
There’s a nothin’ can harm you
With daddy and mammy standin’ by 

quinta-feira, setembro 11, 2008

sábado, setembro 06, 2008

quarta-feira, setembro 03, 2008

o mago bandoleiro



" fossem ciganos, a levantar poeira,

a misturar nas patas

terras de outras terras,

ares de outras matas...

eu, bandoleiro, no meu cavalo alado

na mão direita o fado

jogando sementes, nos campos da mente.


e se falasses magia, sonho e fantasia

e se falasses encanto, quebranto, condão...

não te enganarias, não te enganarias...


e se falasses magia, sonho e fantasia

e se falasses encanto, quebranto, condão

feitiço, transe, viagem, alucinação,

miragem!"

mensagem

A perna cruzada, ligeira pressão
O corpo dormente, cansaço, ausente
“Vagando entre os astros, nada me move, nada me faz parar”
Doce embalo de fim de manhã
O sono ainda resta
“Do muito que li, do pouco que sei, nada me resta”
a não ser...

a alegria de te ver

o batuque a bater

o mundo para viver

e conhecer

outras mil coisas para ler

les cowboys fringants, les etoiles filantes

quinta-feira, agosto 07, 2008

tinha pensado em ALA mas não pode ser

"no fundo, a nossa vida é sempre uma luta contra a depressão e, em relação a mim, escrever é uma forma de fuga ou de equilíbrio… Por outro lado, há a sensação de qualquer coisa que nos foi dada e que temos obrigação de dar às outras pessoas: quando não trabalho sinto-me culpado. Há ainda a sensação do tempo, ou seja, ter na cabeça projectos para 200 anos e saber que não vamos viver 200 anos..." António Lobo Antunes

Conheci o António Lobo Antunes por volta dos meus treze anos, altura em que lia muitos livros existencialistas – o que, digo desde já, me dava um certo equilíbrio – e um deles foi a sua “Explicação dos Pássaros”. Não me lembro da história, assim como não me lembro da história de outros como Camus ou Sartre ou até Vergílio Ferreira, mas apaziguava-me a clareza directa, a realidade descrita de forma crua mas vivida que admiro. As histórias, todas elas, sentia-as como se me transportassem para um lugar calmo que é o da efemeridade das coisas. Não lia mais nada, nem sequer gostava de poesia porque a sentia castrada, obrigada a maneirismos de forma. Gostava do texto corrido transformado em imagem. Nada mais claro, mais puro, e ao mesmo tempo fruto de triagem sábia de quem, por instantes, na escrita, se liberta.

sábado, julho 19, 2008

eu paro, pára tudo também. amélia tem o poder dos deuses na terra



[irresistivelmente, do blog do darkgene]

domingo, julho 13, 2008

assim de repente e - à parte o pleonasmo - na sequência do anterior

na louca efemeridade do real e, simultaneamente, imaginário, surgem palavras em chorrilhos. todas inválidas, todas desmedidamente inválidas que batem forte contra as paredes do crânio, muitas resistentes à queda, afiguram-se de novo, tranformadas pela queda que lhes deu ainda mais força. O cansaço desmedido do ecoar e do bater, tolda os pensamentos. Chamando-lhes palavras, não o são na realidade, talvez na fantasia. É um fechar sobre is próprio no extremo oposto do desejo de ligação ao lado de fora.
O ver do lado de fora desse crânio é a experiência climax do bem estar, da serenidade. O ver sábio da sensação encontrada de reciprocidade, com a medida exacta de doce que lhe adoça e sal que lhe salga.
à semelhança do melhor, mais prolongado e expandido dos orgasmos de amor, é como se fosse o momento em que, aqui e agora, tudo é fusão do mais íntimo, na unidade plena de ser quem somos.

parábola

Comecei a ler um livro oferecido pela Bárbara. "O Coleccionador de Sons". Li a primeira página e, a meio da segunda, parei... pensei - na sequência de ter lido uma passagem que agora não me lembro qual, mas importa o que disse... - se ficava ali, se iria escrever. Pensei no fumo, no meu livro de escrita, levantei-me... não para ir directa ao livro, mas directa ao frigorífico. Quando lá cheguei apercebi-me que, no caminho, em jeito de ápice, tinha lambido os dedos. Lembrei-me depois que é um hábito desde pequena. Quando sinto os dedos secos (frequentemente, assim como molhados) passo os dedos pela língua (que se põe bem fora da boca). Sei que é um hábito meu desde há muito mas continuando a ser quase inconsciente não sei se já foi visto por alguém.
Decididamente, o único sítio público em que acho que me viram a fazê-lo foi no supermercado, mas aí é diferente. Por mais que tente, entre a azáfama de ter que ser rápida porque há mais pessoas na fila e o querer mesmo ir embora, não domino a técnica do abrir os sacos sem a ajuda de um bocadinho de saliva!
Mas, dizia eu, fui em direcção ao frigorífico e tirei de lá a caixa de "depois das oito" que trouxe, de volta à sala, para a mesinha. Pousei a caixa e, parecendo ter já os passos todos ensaiados, fui buscar o livrinho da escrita. Não estava no sítio do costume, estava em cima da cómoda do quarto, ao lado do "para ti" da Carolina. Voltei para a sala. Pelo caminho senti-o no cheiro e no respirar.
Sentei-me de novo no sofá e escrevi isto com a caneta do Euro e da conversão de escudos em euros (velha, não?).
[...]
Entretanto, fechei o caderno e lá longe vi o pensamento do hoje estás cansada e podes descansar, dormir, pensamento que, na sua efemeridade, se suavizou.
Abri o livro novamente. Li nele o que de primeiro leio num livro quando o conheço pela primeira vez: a parte de fora e a parte de dentro da capa. De todas as palavras ficou a palavra (que tive entretanto de confirmar) parábola.
Isso impeliu-me a regressar aqui para acrescentar mais este bocadinho.
Agora vou deitar-me no sofá, possivelmente dormir... aquele pensamento já passou a sensação.
[excerto de o caderno da casa do arco, MARuska]

segunda-feira, julho 07, 2008

enfim

se dou uma opinião, é certeza absoluta
se insisto que é apenas opinião, niguém se insurge
e (de)corre o tempo com o palpite dado e mãos lavadas
sem discussão, sem partilha, sem sincronias evidentes

não sei de pedagogia mais que todos com quem passo o dia
não sou eu a perita, assim não quero ser
porque não somos mutuamente exlusivos, seus ordinários

aí, nesse espaço em que cumprimos missão,
todos estamos a cumpri-la, ou não?

prof é de profissional
não será de mecância, nem de inglês, nem de o raio-que-o-parta

estamos todos para o mesmo, mais lentos ou mais rápidos
mais ou menos toldados pela visão legislativa
mais ou menos inspirados

e chega ao fim, de conteúdo estamos isentos
reunimos por papéis que não se fazem cumprir, que não são utilizados
que mais não são que sabonetes

aprendo com isto - sobre mim - todos os dias
imagino muitas vezes, como seria se estivesse nisto há vinte anos
e sonho com o ser capaz disso
orgulhar-me-ia se o pudesse fazer

... enfim

sexta-feira, junho 20, 2008

dai-me força, dai-me vida
que fraqueza não quero ter
a fraqueza tem sanguessugas
tenho medo de morrer

segunda-feira, maio 26, 2008

ai... desculpem quaquer coisinha, mas estou a transpirar de amor e preciso dizer:


AMO-TE

domingo, maio 25, 2008

os velhos (en)gigantados



(young marble giants, colossal youth)


Os velhos surpreendem. São esses que mais surpreendem, pois, porque admira-nos mais que saia da boca de um velho uma coisa tão aparentemente nova e tão aparentemente na vanguarda…
Hoje conheci um velho, algo velho, que aqui trago. Conheci dois, mas um deles trouxe-me o outro, num programa de televisão.
O que aqui trago é o último, o fruto que me fez vir escrever.
Admirei-me nas palavras - que não sei se são atitude mesmo, mas acho que sim porque acredito. Aquelas palavras que às vezes se acha virem das pessoas ditas com falta de atitude, mas que dizem uma coisa antes de responderem a uma pergunta e que é: que não percebem de tudo, que não alimentam a expectativa de darem A resposta
certa. Depois disso dão a sua opinião e riem da recusa dessa opinião.
Ainda mais gosto desses velhos quando inicialmente, nA pergunta os emproam.


E este velho Giant que aqui trago hoje era novo para mim não fosse o primeiro velho.


[episódio 1]

terça-feira, maio 20, 2008

domingo, maio 04, 2008

a ti, Zaires

Quando, com razão ou sem,
porque o podemos fazer espontaneamente ou perante pseudo contrariedades ou contextos em nós
Sobre o medo amplo da alma
de uma amplitude que tem o tamanho do desejo e do ideal da pegada dada ou a dar
A sombra da morte vem,
É que o espírito vê bem,
Com clareza mas sem calma,
calma quando sei ser capaz de mudar, em ânsia quando me olho incapaz de me afastar da sofreguidão, desse buraco que por vezes teimo em ver
Que sombra é a vida que passa,
mais sombra quanto mais incapaz me faço parecer perante o próprio olhar
Que mágoa é a vida que cessa,
E ama a vida mais.

tudo e quanto me foi dado para amar

a negrito Fernando Pessoa, 10 de Fevereiro de 1933
a itálico pequeno excerto de Pessoa em mim

sábado, abril 12, 2008

cats in the cradle, harry chapin





(thanks for reminding me... d_2_d!)

quinta-feira, abril 10, 2008

quarta-feira, abril 09, 2008

mensagem

Há tantas conversas, trocam-se tantas palavras,
Atiram-se
Emprestam-se
Dão-se
Saem quando se quer e sem se querer

As palavras são muito mais e muito menos que isso
São um rio que corre e se desboca, se esvai
Num mar de tudo e de nada
Podem ser tudo, podem ser nada

Tentam ser espelhos
Tentam

São os olhos que precisam de ver


Mensagem

Men
Sa
Gem

Gen
Ma
Sem

Sen
Ga
Mem

Palavra é rio que corre e se difunde, confunde, afunda

É facto, é promessa, é espelho,
Empresta-se, vende-se, compra-se
Poisa a mosca na prateleira tépida, ainda, do calor da mão quente.
Poisou, ali ficou, parada. Incógnita.
Na mescla de cheiros, ouvem-se, por entre os dedos, os pássaros que pairam e querem entrar. Bichos.
Passam, ali ao lado, também, os carros, a correria, a azáfama de quem diz que faz pela vida.
A falsidade dessa azáfama aborrece-me, primeiro irrita-me, depois entristece-me.
Fico prostrada.
Pássaros, os pássaros.

quinta-feira, março 13, 2008

Hoje,

Andei pela rua e senti a brisa quente e macia no ombro.


Hoje,

Deitei-me contigo e senti, nesse mesmo ombro, o teu respirar.

terça-feira, março 11, 2008

suddenly i see (not so)

Her face is a map of the world
Is a map of the world
You can see she's a beautiful girl
She's a beautiful girl
And everything around her is a silver pool of light
The people who surround her feel the benefit of it
It makes you calm
She holds you captivated in her palm

Suddenly I see (Suddenly I see)
This is what I wanna be
Suddenly I see (Suddenly I see)
Why the hell it means so much to me

I feel like walking the world
Like walking the world
You can hear she's a beautiful girl
She's a beautiful girl
She fills up every corner like she's born in black and white
Makes you feel warmer when you're trying to remember
What you heard
She likes to leave you hanging on her word

Suddenly I see (Suddenly I see)
This is what I wanna be
Suddenly I see (Suddenly I see)
Why the hell it means so much to me

And she's taller than most
And she's looking at me
I can see her eyes looking from a page in a magazine
Oh she makes me feel like I could be a tower
A big strong tower
She got the power to be
The power to give
The power to see

Suddenly I see (Suddenly I see)
This is what I wanna be
Suddenly I see (Suddenly I see)
Why the hell it means so much to me

terça-feira, março 04, 2008

essencial






A condição de ser nuclear e único, de ser todo e nada menos que isso. De ser nú e sentir-se aconchegado e quente.

segunda-feira, março 03, 2008

A boca colada num espasmo de inquietude. Inquietude espasmada colada na boca.

Os aviões voam alto e, se travarem, caem… deixam de ser aviões.

Lançam-se na e da terra, atravessam fogo, aceleram, cruzam nuvens, planam, desaceleram, aterram, lançam-se novamente.

O pleno do grande céu azul. Os pássaros e outros que também voam.

sábado, fevereiro 23, 2008

sábado, fevereiro 16, 2008

sea of sin

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

a nossa casa

complemento

A música é a mesma.

A primeira, original, Kate Bush... toda a gente se lembra.
Naïve, excêntrica, circular, estridente, nórdica, inspiradora, misteriosa, mística, 80's.

Lembro-me de ver o video-clip pela primeira vez talvez com nove anos. Altura em que comecei a guardar pensamentos, a registar caminhos, a perceber o que são hábitos e rituais de família. Altura em que comecei a procurar a música como forma de memória dos momentos.

A segunda, de um grupo brasileiro chamado Angra.
Excelentes músicos, estilo controverso. Experiência de trocar o metal por miúdos, segunda parte dos 90's.
Conheci-os aos 17 anos, quando o mundo começou a ser indissociável da exploração musical, quando comecei a perceber diferentes estilos, quando me apercebi que havia diferentes estilos de vida e que a música servia para comunicar.















segunda-feira, fevereiro 04, 2008

nick cave, love letter

jogos do pergunta-responde com crianças :)

O que é uma fábula?
É um pau

O que é preciso para ferver àgua?
Pô-la quente

O que significa isolar?
É uma coisa azul

O que significa discreto?
É uma coisa esperta, como os corvos

Porque é que os carros têm matrícula?
Essa é boa, mas não sei

Porque é importante saber guardar um segredo?
Porque se não se guardar, alguém pode morrer

Diz o nome de três oceanos
Polártico, Pacífico e Aquático

já está