Poisa a mosca na prateleira tépida, ainda, do calor da mão quente.
Poisou, ali ficou, parada. Incógnita.
Na mescla de cheiros, ouvem-se, por entre os dedos, os pássaros que pairam e querem entrar. Bichos.
Passam, ali ao lado, também, os carros, a correria, a azáfama de quem diz que faz pela vida.
A falsidade dessa azáfama aborrece-me, primeiro irrita-me, depois entristece-me.
Fico prostrada.
Pássaros, os pássaros.
czarina
quarta-feira, abril 09, 2008
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maruska

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