Misto de timidez, de meninice e de soldado sem limites. Tem-se medo de helicópteros (não de aviões), mas sobe-se às nespereiras (e às muralhas, às escondidas) e voa-se para o chão do tronco mais alto que se consegue. Não se é capaz de pedir pão (que seja) mas pede-se a preocupação dos outros fugindo para os sítios mais escuros da mata. Tem-se medo de passarinhos mortos (!!!), mas tenta-se fazer bombas com pastilhas elásticas apanhadas do chão. As baratas também assustam, mas comem-se formigas só para sentir o picar na língua. Não se toca nos tijolos porque o pó que têm seca os dedos, mas joga-se ao berlinde na areia suja dos gatos das vizinhas. Chora-se porque não se é capaz de responder a uma pergunta na prova da 3ª classe, mas parte-se a cabeça (com uma pedrada, imagine-se) ao neto da senhora velha mais temerosa.
czarina
segunda-feira, dezembro 25, 2006
domingo, dezembro 24, 2006
"wild"mente indescritível II
Love me, love me, love me, say you do
Let me fly away with you
For my love is like the wind, and wild is the wind
Wild is the wind
Give me more than one caress, satisfy this hungriness
Let the wind blow through your heart
For wild is the wind, wild is the wind
You touch me,
I hear the sound of mandolins
You kiss me
With your kiss my life begins
You're spring to me, all things to me
Don't you know, you're life itself!
Like the leaf clings to the tree,
Oh, my darling, cling to me
For we're like creatures of the wind, and wild is the wind
Wild is the wind
Like the leaf clings to the tree,
Oh, my darling, cling to me
For we're like creatures in the wind, and wild is the wind
Wild is the wind
Let me fly away with you
For my love is like the wind, and wild is the wind
Wild is the wind
Give me more than one caress, satisfy this hungriness
Let the wind blow through your heart
For wild is the wind, wild is the wind
You touch me,
I hear the sound of mandolins
You kiss me
With your kiss my life begins
You're spring to me, all things to me
Don't you know, you're life itself!
Like the leaf clings to the tree,
Oh, my darling, cling to me
For we're like creatures of the wind, and wild is the wind
Wild is the wind
Like the leaf clings to the tree,
Oh, my darling, cling to me
For we're like creatures in the wind, and wild is the wind
Wild is the wind
sábado, dezembro 23, 2006
sometimes... this is but america II
A little piece of you
The little peace in me
Will die
For this is not america
Blossom falls to bloom
This season
Promise not to stare
Too long
For this is not a miracle
There was a time
A storm that blew so pure
For this could be the biggest sky
And I could have
The faintest idea
Snowman melting
From the inside
Falcon spirals
To the ground
So bloody red
Tomorrows clouds
A little piece of you
The little piece in me
Will die
For this is not america
There was a time
A wind that blew so young
For this could be the biggest sky
And I could have the faintest idea
This could be the biggest sky
This could be a miracle
The little peace in me
Will die
For this is not america
Blossom falls to bloom
This season
Promise not to stare
Too long
For this is not a miracle
There was a time
A storm that blew so pure
For this could be the biggest sky
And I could have
The faintest idea
Snowman melting
From the inside
Falcon spirals
To the ground
So bloody red
Tomorrows clouds
A little piece of you
The little piece in me
Will die
For this is not america
There was a time
A wind that blew so young
For this could be the biggest sky
And I could have the faintest idea
This could be the biggest sky
This could be a miracle
Laivos do Natal cá dentro I
Vem a mão vai o cabelo, a meia luz.
O frio da noite leva-me algures, lugares imaginários e pensamentos que a linha do tempo que passa cá dentro vai trazendo.
No meio da confusão quente e familiar apela-me também este conforto.
Como se de uma pausa, como se de um parêntesis se tratasse.
O frio da noite, o quente cá dentro.
O primeiro lugar é esse mesmo, o tempo. Coisa apressada ou lenta, ora de dentro e controlada, ora de fora e manipuladora.
Onde estás tu?
Em ambos, o que muda é outro lugar, aquele onde te colocas e incluído no primeiro, no do tempo. O tempo humano parece ser, na realidade, a apropriação dele…
Se, por um lado, reclamamos da “sua” pressa, se calhar fugimos quando se trata da "sua" efectiva apropriação. E penso, apropriação não é ganhar nem perder tempo tomando as decisões necessárias a um alinhamento com os astros que ditam qualquer época.
O que poderia ser, então?
Apropriação… estado intenso de alegria, resultante da confirmação de pertencermos a um algo que nos preenche. Para acontecer, exige quase sempre o pré-requisito de sentirmos que esse mesmo estado é recíproco. Claro que as lentes com que olhamos para estes dois movimentos podem não estar bem focadas uma em relação à outra, ou seja, uma pode estar muito graduada e outra pode nem uma dioptria ter…!
O frio da noite leva-me algures, lugares imaginários e pensamentos que a linha do tempo que passa cá dentro vai trazendo.
No meio da confusão quente e familiar apela-me também este conforto.
Como se de uma pausa, como se de um parêntesis se tratasse.
O frio da noite, o quente cá dentro.
O primeiro lugar é esse mesmo, o tempo. Coisa apressada ou lenta, ora de dentro e controlada, ora de fora e manipuladora.
Onde estás tu?
Em ambos, o que muda é outro lugar, aquele onde te colocas e incluído no primeiro, no do tempo. O tempo humano parece ser, na realidade, a apropriação dele…
Se, por um lado, reclamamos da “sua” pressa, se calhar fugimos quando se trata da "sua" efectiva apropriação. E penso, apropriação não é ganhar nem perder tempo tomando as decisões necessárias a um alinhamento com os astros que ditam qualquer época.
O que poderia ser, então?
Apropriação… estado intenso de alegria, resultante da confirmação de pertencermos a um algo que nos preenche. Para acontecer, exige quase sempre o pré-requisito de sentirmos que esse mesmo estado é recíproco. Claro que as lentes com que olhamos para estes dois movimentos podem não estar bem focadas uma em relação à outra, ou seja, uma pode estar muito graduada e outra pode nem uma dioptria ter…!
... E é aqui, no lar inicial, que tudo começa...
terça-feira, dezembro 12, 2006
sábado, dezembro 09, 2006
nós, j!
De porte altivo, olhar de quem não deve, sorriso ao qual os lábios – apenas por vezes – não conseguem resistir. Quer, sobretudo, que sejam outros a sorrir quando perto de si ou quando nos seus braços. Quer muito, mas quer muito dos outros, quere-los, aliás. Quere-los na sua plenitude, quer que sejam, quer que se entreguem nos seus braços, enormes braços. Por isso, a imagem que dele surge é grande, muito grande… como se maior. E se o que exige é entrega… o que exige é o outro, completamente o outro, o outro completamente… então não é qualquer um outro, porque não há muitos outros tão grandes e cheios assim.
Um homem que dá… querendo que lhe dêem pela entrega. E esse dar tem, assim, laivos de querer receber muito. Parece o movimento ser simples de tão pleno.
Mas esta menina mulher não quer mais eufemismos... é de entrega, a conversa.
Um homem que dá… querendo que lhe dêem pela entrega. E esse dar tem, assim, laivos de querer receber muito. Parece o movimento ser simples de tão pleno.
Mas esta menina mulher não quer mais eufemismos... é de entrega, a conversa.
És meu e eu sou tua.
sexta-feira, dezembro 08, 2006
sitar

O Sitar é um instrumento hindu clássico, desenvolvido desde a Idade Média e a partir de outro instrumentos como, por exemplo, o turco tambur. Muitos foram os povos que o utilizaram, incorporando-o nas suas próprias linguagens musicais, como é o caso do povo cigano. Na sua raiz etimológica persa encontramos, por um lado, seh (árvore) e, por outro, tar (cordas).
O seu timbre é único e inconfundível, trazendo-nos a paz do dedilhado límpido e solto, e ainda a possibilidade de transcendência pelo seu som “estranhamente” oriental mas – no fundo – universal.
terça-feira, dezembro 05, 2006
reflexo
e quando - na melancolia de dias partidos, bi-partidos, tri-partidos pelo vento, chuva e trabalho - o chão fica oculto pelas poças de água?
Onde pomos os pés? No molhado, sempre... mas, no chão ou na água escura que antecede o chão?
Hoje, crescida, já não tem mal pôr os pés na poça, penso...
Até porque os pés são, afinal, de quem?
...e, no exacto momento do odor a terra molhada e da água salpicada desfaz-se a imagem, mas cria-se a experiência.
surge-me, de repente, um outro (eu) que há muito não reconhecia: existo e, apesar dos pés gelados, é bom confirmar que o chão está lá (depois da água).
Onde pomos os pés? No molhado, sempre... mas, no chão ou na água escura que antecede o chão?
Hoje, crescida, já não tem mal pôr os pés na poça, penso...
Até porque os pés são, afinal, de quem?
...e, no exacto momento do odor a terra molhada e da água salpicada desfaz-se a imagem, mas cria-se a experiência.
surge-me, de repente, um outro (eu) que há muito não reconhecia: existo e, apesar dos pés gelados, é bom confirmar que o chão está lá (depois da água).
cresce
respira fundo... inspira... expira...
sorri
coisas pequenas, por mais que insistam, não passam a ser as grandes
recebe e dá.
sorri
coisas pequenas, por mais que insistam, não passam a ser as grandes
recebe e dá.
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