AMO-TE
czarina
segunda-feira, maio 26, 2008
domingo, maio 25, 2008
os velhos (en)gigantados
(young marble giants, colossal youth)
Os velhos surpreendem. São esses que mais surpreendem, pois, porque admira-nos mais que saia da boca de um velho uma coisa tão aparentemente nova e tão aparentemente na vanguarda…
Hoje conheci um velho, algo velho, que aqui trago. Conheci dois, mas um deles trouxe-me o outro, num programa de televisão.
O que aqui trago é o último, o fruto que me fez vir escrever.
Admirei-me nas palavras - que não sei se são atitude mesmo, mas acho que sim porque acredito. Aquelas palavras que às vezes se acha virem das pessoas ditas com falta de atitude, mas que dizem uma coisa antes de responderem a uma pergunta e que é: que não percebem de tudo, que não alimentam a expectativa de darem A resposta
certa. Depois disso dão a sua opinião e riem da recusa dessa opinião.
Ainda mais gosto desses velhos quando inicialmente, nA pergunta os emproam.
E este velho Giant que aqui trago hoje era novo para mim não fosse o primeiro velho.
[episódio 1]
terça-feira, maio 20, 2008
domingo, maio 04, 2008
a ti, Zaires
Quando, com razão ou sem,
porque o podemos fazer espontaneamente ou perante pseudo contrariedades ou contextos em nós
Sobre o medo amplo da alma
de uma amplitude que tem o tamanho do desejo e do ideal da pegada dada ou a dar
A sombra da morte vem,
É que o espírito vê bem,
Com clareza mas sem calma,
calma quando sei ser capaz de mudar, em ânsia quando me olho incapaz de me afastar da sofreguidão, desse buraco que por vezes teimo em ver
Que sombra é a vida que passa,
mais sombra quanto mais incapaz me faço parecer perante o próprio olhar
Que mágoa é a vida que cessa,
E ama a vida mais.
tudo e quanto me foi dado para amar
a negrito Fernando Pessoa, 10 de Fevereiro de 1933
a itálico pequeno excerto de Pessoa em mim
porque o podemos fazer espontaneamente ou perante pseudo contrariedades ou contextos em nós
Sobre o medo amplo da alma
de uma amplitude que tem o tamanho do desejo e do ideal da pegada dada ou a dar
A sombra da morte vem,
É que o espírito vê bem,
Com clareza mas sem calma,
calma quando sei ser capaz de mudar, em ânsia quando me olho incapaz de me afastar da sofreguidão, desse buraco que por vezes teimo em ver
Que sombra é a vida que passa,
mais sombra quanto mais incapaz me faço parecer perante o próprio olhar
Que mágoa é a vida que cessa,
E ama a vida mais.
tudo e quanto me foi dado para amar
a negrito Fernando Pessoa, 10 de Fevereiro de 1933
a itálico pequeno excerto de Pessoa em mim
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