czarina

domingo, setembro 30, 2007

perfume sobre o nu da pele


Quando páro para pensar e penso nestas coisas do ser humano, vejo este movimento como se me dedicasse à essência da vida. Surpreende-me desde cedo o desdobramento de vozes, de olhares, de actos, de pessoas, a partir de uma mesma coisa, de uma mesma essência.
Gosto particularmente de me debruçar sobre a relação entre esta coisa una e a sua multiplicidade. Pego na diversidade, como se na ponta de um novelo, vou andando e chego à outra ponta. Essa outra é a mesma diversidade transformada em algo uno, comum, que a liga, que nos liga. Gosto da diversidade, porque gosto de a ver no meu dia-a-dia, gosto de ver coisas diferentes. Acho-a fascinante e ao mesmo tempo misteriosa. Vejo-a como algo de belo e que ao mesmo tempo me ofusca. Vejo-a como algo que traz em si, escondido, algo precioso.

Não me lembro das roupas que as pessoas usam, se têm óculos ou não, sou péssima a memorizar e recordar nomes. Invento nomes.
Lembro as pessoas pelas nuances de essência que vi na sua alma e através da diversidade.
Perco-me nas horas de conversa e de silêncio porque me encontro e me transformo. Me ligo. E é como se deixasse para trás o manto da forma pré-definida das coisas e partisse para um re-encontro com as coisas, com as pessoas, comigo.
Ligar. Entrega. Identidade. São as minhas três palavras para falar do que é para mim crescer e transformar-se.
A marca que me deixam na pele é intensa, de extremos, de dor, de solidão, de medo, de alegria, de espanto, de lágrimas e sorrisos. Ferro em brasa, puro e bruto.
Sou tudo o que sou quando me dispo para ser marcada assim, com ferro em brasa perfumado de essência.
Sinto-me privilegiada, grande e imensamente feliz.

Para ser ainda mais feliz, a única coisa a fazer é testemunhá-lo e partilhar.

quinta-feira, setembro 27, 2007

where the wild roses grow

They call me the wild rose
But my name was Elisa Day

domingo, setembro 16, 2007

tempo e vida

Não há segundos, horas nem vidas perdidas, pensamento súbito entre o ir e vir de escolher a música.

Não há segundos, horas nem vidas perdidas.

Não se perde, o tempo. Foi, vem, é.

Tempo e vida coexistem.
Um não viveria sem o outro.

E o tempo leva-nos a fazer coisas que só ele nos leva fazer como, por exemplo, geri-lo. Gerir o tempo. Gerir a vida.

Gerir o tempo. Viver o tempo. Viver a vida.

Uma pausa apenas o é entre dois outros momentos. Não o é, simplesmente porque só nela fazemos coisas que não fazemos nos outros dois momentos.
Pausa disto, acção naquilo.

O tempo é para todos. O mesmo tempo é pausa ou acção; é, foi ou vem; é rápido ou lento, é cedo ou tarde.

Mas por mais que queiramos "dar" ao tempo segundos, minutos e horas para tudo… e por mais que isso facilite a vida do quotidiano, há tempo que só o próprio o dirá.



quarta-feira, setembro 05, 2007

um ano

As palavras não me saem
A mim, que saem quase sempre…

Um ano depois… Que dizer?

Que fico assim, barata tonta
Cheia, completamente cheia
De alegria
Feliz até à ponta do nariz

Apetece-me brincar e dançar sem parar
De tanto amar

E chegar, abrir-te o meu coração

Correr para os teus braços e ficar

Paixão,
Sentir o teu pulsar,
O quente por trás do teu olhar,
Conhecer-te mais, e a cada momento em que nos deixamos ir,
Amar