Aqui vai uma florzinha a voar. Vai lenta e suavemente, tão leve quanto uma pena, desprendida do caule, que dele se desfez para poder acompanhar o vento, a brisa, seguir a luz do sol.
Sobrevoa agora outras flores, de outras cores, suas iguais e ao mesmo tempo distintas.
Olha-as agora daquele poiso que não poiso.
Vê que o pode fazer, sem esforço, sem tensão, deixa-se ir pelas redondezas, troca as pétalas entre si que as deixam de forma diferente e nunca antes vista.
Não sabe se volta, desfruta o momento. Sente companhia nas redondezas mas não a vê. Serão outras flores? Pequenos insectos? Poeiras?
Não sabe, mas neste lugar todos voam sozinhos, não se vêem, sentem-se.

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