czarina

domingo, julho 29, 2007

ao encontro

Pensar, pensar sobre nós, não é sinónimo de dependência, não é sinónimo de insegurança. Não é sinónimo de racional, embora possamos cair nesse precipício antípoda.
Pensar sobre nós indo ao encontro do que sentimos é libertar-se, é brincar, é crescer, é ousar manter uma porta aberta de nós para nós e do eu para o mundo, é ser-se espontâneo naquilo que a espontaneidade tem de mais puro. É permitir não se ter ainda nascido, é permitir estar-se em trabalho de parto, é permitir ser-se criança, adolescente, adulto, idoso, e até ter-se morrido. É aceitar que somos cada um destes seres e todos ao mesmo tempo; que vamos gostando deles de formas diferentes; que, ao longo do caminho, tendemos a olhar mais para uns e menos para outros; que os outros nos espelham também e somente alguns e que esperam coisas de nós consoante o que vêm. É aceitar que se pode ser tão e somente humano e que, com isso, se é livre.

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