I. andamos às aranhas... ou como as aranhas. muitas pernas que, por vezes, se trocam e não sabem para onde ir. ou melhor, sabem, mas seguir um rumo implica todas quererem ir para o mesmo lado.
somos aranhas, os que pertencem orgulhosamente à "geração recibo verde". muitas coisas, muitas pernas, vários trabalhos, vários rumos. vantajosamente, podemo-nos também deleitar com a inexistência de horários fixos... embora isso implique suficiente organização interior para que não se tenha aquela sensação de andar a fazer tudo mas não ter tempo para si.
II. esta questão... o tempo para si, é cada vez mais pertinente na "geração recibo verde", geração de pessoas mais, de pessoas "independentes", de pessoas cuja organização interior é emergente e, portanto, lhes restaura o equilíbrio.
III. O que é, à partida, uma limitação, torna-se numa vantagem darnwiniana. quem sabe se, no futuro, todos queremos ser assim (pelo menos no que diz respeito à condição profissional) "independentes", sem que isso seja confundido com incapacidade de estar em relação.
IV. Em suma, viver essa condição económica e social durante algum período da vida pode colocar-nos o desafio do já referido (des)envolvimento, assim como a capacidade de gostarmos e cuidarmos de nós perante a inexistência de garantias.
somos aranhas, os que pertencem orgulhosamente à "geração recibo verde". muitas coisas, muitas pernas, vários trabalhos, vários rumos. vantajosamente, podemo-nos também deleitar com a inexistência de horários fixos... embora isso implique suficiente organização interior para que não se tenha aquela sensação de andar a fazer tudo mas não ter tempo para si.
II. esta questão... o tempo para si, é cada vez mais pertinente na "geração recibo verde", geração de pessoas mais, de pessoas "independentes", de pessoas cuja organização interior é emergente e, portanto, lhes restaura o equilíbrio.
III. O que é, à partida, uma limitação, torna-se numa vantagem darnwiniana. quem sabe se, no futuro, todos queremos ser assim (pelo menos no que diz respeito à condição profissional) "independentes", sem que isso seja confundido com incapacidade de estar em relação.
IV. Em suma, viver essa condição económica e social durante algum período da vida pode colocar-nos o desafio do já referido (des)envolvimento, assim como a capacidade de gostarmos e cuidarmos de nós perante a inexistência de garantias.

4 comentários:
* * * * *
(faltava um espaço entre cada uma das estrelas para que se entendesse desde logo que são isso mesmo, cinco estrelas...)
(... e um beijo...)
Concordo, a inexistência de garantias traz-nos a vantagem de sermos o melhor que podemos ser e melhorarmos, o ta (des)envolvimento que só é prejudicado pela estagnação e pelas certezas...
o mundo e o homem no mundo criaram este tempo e lugar para estas pessoas... haja consciência disso e que se transforme a existência em oportunidade.
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