czarina

sexta-feira, outubro 06, 2006

quando olho à minha volta e não vejo ninguém percebo a imensidão das coisas. o mundo é maior, há mais espaço para preencher, os objectos e o mundo tem novas proporções. entre mim e esse mundo há uma distância considerável, assim vêem os meus olhos. essa distância é aquela distância ilusória que eu crio só porque - de repente - me assusta todo o espaço que posso ocupar! mas perante a situação, não senão que aproveitar... ou, pelo menos refrear o medo!
num primeiro momento ainda não sabemos bem que espaço ocupar com quê. é que às vezes, o que é dos outros e o que é nosso não se sabe distiguir com clareza. da mesma forma, pode-se fazer a asneira (errata: aprendizagem) de começar a preencher os cantos da casa com o que nos deram ou com o que já vimos outros fazer. afinal, andamos todos com medo dos outros, mas o medo que temos é de nós mesmos. temos medo de colocar partes nossas nesse espaço, nessa casa, e poder olhá-las de vários lados. temos medo de nos dedicarmos a olhar para nós, com olhos de ver, nus. temos medo da intimidade que somos. temos medo de não gostar e, às vezes, no limite, até suportamos mais facilmente que sejam outros a não gostar de nós.
esse medo é legítimo nas pessoas, contudo... e falarei sobre isso.

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