Por tudo o que te vi fazer,
Por tudo o que não vi
Por tudo o que me contaste
Por toda a intensidade com que me falaste
E que, ainda assim, acho que tive o privilégio
De conhecer e sentir de perto
Por tudo o que moveste e que vais percebendo
Com uma lucidez impressionante
Por tudo o que fica na alma dos marinheiros
E dos lugares que conquistaste
Por todas as ameaças de naufrágio
E de morte do comandante, até
Pela sabedoria com que cuidas e cuidarás dos que te procuram
Avidamente, desesperadamente
(e que ontem tanto me encheu e comoveu)
Por tudo o que és e nunca deixarás de ser
Por toda a energia que tens para encontrar novos portos de embarque
Por todos os novos horizontes que vais descobrir
estou aqui, aí, ao teu lado
contigo

3 comentários:
a pessoa de quem falas é muito parecida contigo.
Nunca esquecerei( nem a minha lareira) as horas intermináveis de conversa numa longa noite de inverno, tal como a nossa "primeira" conversa.
Senti e sinto uma empatia no estar, no ouvir, no partilhar, que me faz dizer: quero ficar, aí, ao teu lado contigo!
Um abraço dos grandes e apertados.
só não comento porque qualquer coisa escrita aqui, por mim, roubaria beleza aos olhos que escreveram assim.
(e mesmo assim digo-te, peço-te que fiques aí, aqui, comigo, "enquanto houver estrada p'ra andar, enquanto houver ventos e mar").
e estou, lindo! ***
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