czarina

sábado, junho 09, 2007

tão

doce de lua
fresco de mel
e esta noite que me visita
e se cola na minha pele

é um colar leve, de prazer guiado
faz-me sentir tão viva

este tão que (tanto) uso
- há coisas que apenas com tão ou tanto
timidamente descrevo

embala-me
embalo-me

tudo se cala
calo-me

é assim,
o belo
o belo no silêncio
que é também obra-prima

se percebêssemos sempre de que fonte nasce a felicidade
deixaria, ela, de assim ser

sempre que a sinto, quero-a
lembro-me de como sou quando não a trago para mim

mas agora não valerá esquecê-la apenas por lembrar a sua ausência

isso é matá-la aqui, aqui dentro

dentro de nós

a música é tão, este tão...
tão sublime, das coisas sublimes que me fazem chorar

(não sabendo porquê, é uma sensação que muito dificilmente consigo descrever.
também não será agora)

toca-me tão profundamente a música, a sequência sublime de notas

toca-me tão profundamente a subtileza

é de dentro

não se vê

mas entra, sai, faz eco
sente-se

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