
no início tudo pesa, tudo aperta.
o frio vai entrando devagarinho.
vamos, pela praia fora mar adentro.
rochas e escuro avistam-se.
deixamos de ter pé, mas facilmente flutuamos.
contagem descrescente. apenas 4 metros nos separam do chão de areia.
ainda à superfície, regulador na boca.
essse ar comprimido que me faz lembrar que estou a respirar e que isso é o mais importante.
depois de alguma ansiedade, estabilizo. respiro calmamente, novamente.
sinal de partida. tirar ar do colete.
....
...
..
.
chegamos ao fundo do mar.
na viagem até aqui vejo a linha da água, os raios de sol.
pairam partículas.
ambiente de luz. algo turvo. verde.
o controle dos movimentos é lento, a noção do próprio corpo é quase totalmente concentrada na respiração. aliás, não se ouve mais nada a não ser a respiração.
é difícil controlar a flutuabilidade.
no fundo, de joelhos, o peso das costas puxa-me.
dou cambalhotas.
é difícil virar-me para onde quero e a corrente tende a puxar-me de vez em quando.
mesmo assim, são a garrafa e os nove quilos que levo "a mais" que me permitem chegar ao fundo.
estamos agora a 4,5 metros.
fazemos alguns exercícios em grupo. um deles - tirar a máscara - é especialmente difícil.
de repente, ao tirá-la, a água fria chega-nos à cara, entra pelo nariz e isso faz com que a respiração seja muito mais difícil de controlar.
engasgo-me, páro de respirar, tenho a sensação que vou sufocar.
estou quase a desistir, empurro quem me agarra e quero subir. agarram-me. não vou poder subir. tenho que resolver isto aqui, penso.
tento respirar. engasgo-me.
acalmo.
volto a pôr a máscara.
o coração pula. devo ter gasto meia garrafa.
tenho medo. estou zonza.
seguimos para passear.
e aí, rochas bordeaux e vegetação.
cardumes que reflectem a luz.
8,5 metros.
espreitamos pelos buracos nas rochas e passeamos à sua volta.
parecem os jardins de versailles, autênticos labirintos
estrelas do mar grandes e brancas.
10 metros
seguimo-nos uns aos outros, em pares
flutuamos em todas as direcções, lentos
olho para cima, para baixo, para os lados e posso ir até cada um deles.
regressamos juntos à areia. agora mais próximos da praia.
vamos subir, 50 minutos depois.
cansados! exaustos!
ps: ainda não experimentei fazer xi-xi dentro do fato (talvez amanhã!)
o frio vai entrando devagarinho.
vamos, pela praia fora mar adentro.
rochas e escuro avistam-se.
deixamos de ter pé, mas facilmente flutuamos.
contagem descrescente. apenas 4 metros nos separam do chão de areia.
ainda à superfície, regulador na boca.
essse ar comprimido que me faz lembrar que estou a respirar e que isso é o mais importante.
depois de alguma ansiedade, estabilizo. respiro calmamente, novamente.
sinal de partida. tirar ar do colete.
....
...
..
.
chegamos ao fundo do mar.
na viagem até aqui vejo a linha da água, os raios de sol.
pairam partículas.
ambiente de luz. algo turvo. verde.
o controle dos movimentos é lento, a noção do próprio corpo é quase totalmente concentrada na respiração. aliás, não se ouve mais nada a não ser a respiração.
é difícil controlar a flutuabilidade.
no fundo, de joelhos, o peso das costas puxa-me.
dou cambalhotas.
é difícil virar-me para onde quero e a corrente tende a puxar-me de vez em quando.
mesmo assim, são a garrafa e os nove quilos que levo "a mais" que me permitem chegar ao fundo.
estamos agora a 4,5 metros.
fazemos alguns exercícios em grupo. um deles - tirar a máscara - é especialmente difícil.
de repente, ao tirá-la, a água fria chega-nos à cara, entra pelo nariz e isso faz com que a respiração seja muito mais difícil de controlar.
engasgo-me, páro de respirar, tenho a sensação que vou sufocar.
estou quase a desistir, empurro quem me agarra e quero subir. agarram-me. não vou poder subir. tenho que resolver isto aqui, penso.
tento respirar. engasgo-me.
acalmo.
volto a pôr a máscara.
o coração pula. devo ter gasto meia garrafa.
tenho medo. estou zonza.
seguimos para passear.
e aí, rochas bordeaux e vegetação.
cardumes que reflectem a luz.
8,5 metros.
espreitamos pelos buracos nas rochas e passeamos à sua volta.
parecem os jardins de versailles, autênticos labirintos
estrelas do mar grandes e brancas.
10 metros
seguimo-nos uns aos outros, em pares
flutuamos em todas as direcções, lentos
olho para cima, para baixo, para os lados e posso ir até cada um deles.
regressamos juntos à areia. agora mais próximos da praia.
vamos subir, 50 minutos depois.
cansados! exaustos!
ps: ainda não experimentei fazer xi-xi dentro do fato (talvez amanhã!)

4 comentários:
bem... até a mim me ficou a faltar o ar, tal o realismo da tua descrição!
Que grande experiência!
uma tubaroazinha a maruska :)
:*
mas consegui, n! :)
beijo molhado, k!
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