Misto de timidez, de meninice e de soldado sem limites. Tem-se medo de helicópteros (não de aviões), mas sobe-se às nespereiras (e às muralhas, às escondidas) e voa-se para o chão do tronco mais alto que se consegue. Não se é capaz de pedir pão (que seja) mas pede-se a preocupação dos outros fugindo para os sítios mais escuros da mata. Tem-se medo de passarinhos mortos (!!!), mas tenta-se fazer bombas com pastilhas elásticas apanhadas do chão. As baratas também assustam, mas comem-se formigas só para sentir o picar na língua. Não se toca nos tijolos porque o pó que têm seca os dedos, mas joga-se ao berlinde na areia suja dos gatos das vizinhas. Chora-se porque não se é capaz de responder a uma pergunta na prova da 3ª classe, mas parte-se a cabeça (com uma pedrada, imagine-se) ao neto da senhora velha mais temerosa.
czarina
segunda-feira, dezembro 25, 2006
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maruska
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2 comentários:
é por sermos incoerentes que somos humanos
as máquinas não se dão a paradoxos
felizmente!
beijos
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