czarina

terça-feira, maio 19, 2009

de olá

No teu sopro de olá

Fazes-me lembrar – e nas palavras, já ditas, ao longo do tempo e que só agora fui relembrar –

Ou melhor,

Imaginar

Um espaço subversivo, de amplitude crescente,

Onde cabem essas partilhas

De estados de alma

Já pensaste no importante que são?

Já pensaste porque o alimentas, ainda que não tenhas ninguém com quem o partilhar?

Já pensaste onde estarão os limites disso? Se os há? Ainda?

Já pensaste que estados de alma todos os têm?

 

E cada um de nós dizer que gosta mais assim ou menos assado? Sem medo?

Já pensaste que o lugar de dentro pode ser o de fora?

Já pensaste que o lugar de fora pode ser o de dentro?

Que os podes fazer assim?

 

E que os fazes,

Simplesmente cada um no seu lugar,

Não trocando os estados de alma,

Mas os contextos de fora… porque os de dentro ((não)) podem mudar?

 

Já pensaste que pegando num objecto aqui, escolhendo uma música acolá,

Sentando-se, andando,

Tudo isso são os contextos que tu vais mudando, moldando…

Mas que aparentemente quem muda és tu?

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