No teu sopro de olá
Fazes-me lembrar – e nas palavras, já ditas, ao longo do tempo e que só agora fui relembrar –
Ou melhor,
Imaginar
Um espaço subversivo, de amplitude crescente,
Onde cabem essas partilhas
De estados de alma
Já pensaste no importante que são?
Já pensaste porque o alimentas, ainda que não tenhas ninguém com quem o partilhar?
Já pensaste onde estarão os limites disso? Se os há? Ainda?
Já pensaste que estados de alma todos os têm?
E cada um de nós dizer que gosta mais assim ou menos assado? Sem medo?
Já pensaste que o lugar de dentro pode ser o de fora?
Já pensaste que o lugar de fora pode ser o de dentro?
Que os podes fazer assim?
E que os fazes,
Simplesmente cada um no seu lugar,
Não trocando os estados de alma,
Mas os contextos de fora… porque os de dentro ((não)) podem mudar?
Já pensaste que pegando num objecto aqui, escolhendo uma música acolá,
Sentando-se, andando,
Tudo isso são os contextos que tu vais mudando, moldando…
Mas que aparentemente quem muda és tu?

Sem comentários:
Enviar um comentário