czarina

domingo, julho 13, 2008

assim de repente e - à parte o pleonasmo - na sequência do anterior

na louca efemeridade do real e, simultaneamente, imaginário, surgem palavras em chorrilhos. todas inválidas, todas desmedidamente inválidas que batem forte contra as paredes do crânio, muitas resistentes à queda, afiguram-se de novo, tranformadas pela queda que lhes deu ainda mais força. O cansaço desmedido do ecoar e do bater, tolda os pensamentos. Chamando-lhes palavras, não o são na realidade, talvez na fantasia. É um fechar sobre is próprio no extremo oposto do desejo de ligação ao lado de fora.
O ver do lado de fora desse crânio é a experiência climax do bem estar, da serenidade. O ver sábio da sensação encontrada de reciprocidade, com a medida exacta de doce que lhe adoça e sal que lhe salga.
à semelhança do melhor, mais prolongado e expandido dos orgasmos de amor, é como se fosse o momento em que, aqui e agora, tudo é fusão do mais íntimo, na unidade plena de ser quem somos.

1 comentário:

João disse...

se encontrasse palavras, comentaria. se as procurasse em demasia, aborrecer-me-ia.
fica a sensação de quem acabou de passar pela subtil perfeição da imagem posta(da) em palavras.
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