O mundo arrasta-nos sem querermos
Tolda-nos a visão, desorienta-nos
Deixamos que pouco reste para o essencial
Têm sido muitas as vezes em que me sinto levada por esta corrente
Aliás, apercebo-me como nunca da facilidade com que isso me pode acontecer
Corrente de egoísmo e impaciência (já tenho trazido estes temas ultimamente)
Luto contra ela
Tenho lutado, em silêncio
Muitas vezes caio de joelhos
Às vezes é mais forte que eu
E como tenho pouca tolerância a mim mesma
É mais difícil
Nessa leva, ausento-me da paz
Perco-me dela
E deixo-me levar,
Numa luta infértil
E fútil
Esgoto princípios, equilíbrios, esgoto-me
Deixo de me avistar como sou e quero ser
Tenho em mim a ideia do meu caminho
Não o pré-definido, isso seria castrante
Mas sei como me imagino
À parte de tudo o que me possa acontecer,
Sei como me quero sentir…
… em paz
E sei também que isso
Parte e partirá sempre de ser capaz de não me questionar
De me aceitar
De fruir, de viver e conviver
De saber e confiar que a beleza e a harmonia
Estão mais próximas do que pensamos
Mas que, para isso,
É preciso estender-lhes o braço
czarina
terça-feira, dezembro 25, 2007
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maruska

2 comentários:
nós é que arrastamos o mundo. a nós, quem nos arrasta é o tempo, a ti, hoje, arrastam-te os terráqueos.
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pois, esse mundo, o dos terráqueos :D
beijo doce
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