czarina

terça-feira, agosto 28, 2007

in moralis

Há quem queira criar uma nova moralidade
Rasgando em papel e vida toda a que existe
Perto da vista e longe do coração

Sentados, escrevem resmas de papel
Mas, de pé, cambaleiam entre montes e palcos
Perdidos e a descompasso

E criam, fantasiada, uma moralidade a sós
Aparentemente isenta, asséptica
Que destrói

Regem-nos as leis
Mas quando ela se contradizem
Parece crescer nesse hiato, nos homens, a descrença na grandeza
Na pureza
No respeito
No amor

Mas não será aí, exactamente nesse hiato,
Que deveríamos abrir o coração,
E, mais do que nunca, dar à ordem da lei o cunho único humano?

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