Em vésperas do silêncio. Ficar por baixo e por dentro dessa imensidão. Despedir-me do corpo, tal como o sinto quase sempre perante a gravidade. Deixá-lo ir, leve, e ficar a sentir o pouco e o muito em proporções que parecem iguais. Mesmo que me invada o sentimento, manter-me lá, ficar, ficar bem, ainda que a imensidão assuste, ainda que o negro pareça sugar. Quero ficar nesse silêncio, mesmo com o medo de pouco ou nada ver para além do limite do corpo, mesmo olhando para o lado e parecendo não estar ninguém, mesmo sentindo a pequenez com que me olho... Quero ousar sorrir a esse outro lado submerso, porque é aí que está a essência, o que me une à beleza e à vida.
czarina
sábado, maio 26, 2007
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
maruska

1 comentário:
Que belo texto!
Será que aí, perto do mar, as palavras fluem e vão melhor ao encontro do que se sente?
Enviar um comentário